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Fachada externa do novo prédio da Estação Quarentenária da Embrapa. - Foto: Claudio Melo
24/11/2021 16:20 • Notícias
Embrapa inaugura Estação Quarentenária em Brasília para reduzir riscos de introdução de novas pragas no país

Com a nova estrutura, Empresa poderá duplicar o número anual de recebimento de amostras vegetais, de 30 mil para 60 mil

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), inaugurou nesta quarta-feira (24), a sua Estação Quarentenária, localizada na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília-DF. A estação é composta por um prédio com 4.643m² de área construída, sendo 2.951m² de laboratórios para análises de qualquer tipo de praga que possa correr o risco de entrar no território nacional, como insetos, ácaros, fungos, bactérias, nematoides, plantas infestantes e vírus.

A inauguração contou com a presença da ministra da Agricultura, Tereza Cristina; do presidente da Embrapa, Celso Moretti; do secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme Leal; do secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação do Ministério e também presidente do Conselho de Administração da Embrapa, Fernando Camargo; de parlamentares que contribuíram, por meio de emendas nos últimos anos, para a construção da nova edificação, como os deputados federais Bia Kicis, Paula Belmonte e Júlio Cesar Ribeiro; e do secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, Candido Telles; além de chefes-gerais dos centros de pesquisa da Embrapa no DF.

A Estação Quarentenária compreende ainda três casas-de-vegetação e 11 laboratórios com mais de 200 equipamentos para análises de pragas. Possui sala-de-caldeiras, incinerador e salas para tratamento fitossanitário, desinfecção e destruição de material quarentenário.

Para a ministra Tereza Cristina, é um momento de celebração para o Brasil, principalmente depois de todas as dificuldades enfrentadas até chegar ao momento de inaugurar uma estrutura que tem embutida muito esforço, muita tecnologia, muitos equipamentos importantes, e, o mais importante, muitas "cabeças de heróis" que fazem a diferença diariamente para a agropecuária brasileira, ajudando a evitar que pragas e doenças entrem no nosso território e possam prejudicar as nossas safras. "O mundo está passando por um momento de transição, intensificado pela pandemia, e cada vez mais a Ciência tem mostrado o quanto o seu papel é transformador na melhoria de vida das pessoas. Essa Estação Quarentenária é uma prova disso. Conto com o trabalho estratégico de vocês. Cada dia a Embrapa se torna mais necessária, precisa se tornar mais moderna, ter mais inteligência estratégica, porque a geopolítica do mundo está mudando, constantemente. Precisamos de vocês para antecipar as mudanças que estão ocorrendo no mundo para tornar a agricultura mais sustentável", declarou.

A construção da nova estrutura foi iniciada em 2015, tendo como meta a ampliação da capacidade de atendimento para mais de 60 mil acessos ao ano, o dobro da capacidade na época. As instalações foram projetadas conforme as regras de segurança exigidas pela Instrução Normativa nº 29/2016 do Ministério da Agricultura e receberam investimentos iniciais de R$ 10 milhões.

 

No ano de 2019 houve a retomada da construção do prédio, quando recebeu R$ 800 mil reais de investimento da Embrapa e, no ano seguinte, a deputada federal Bia Kicis viabilizou, por meio de um termo de execução descentralizada (TED), recursos para a conclusão da estrutura, assegurando a ampliação dos serviços quarentenários em território brasileiro, a partir da integração das equipes da Embrapa com as do Serviço Quarentenário Nacional, da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa (SDA).

"A nossa Estação Quarentenária está credenciada, agora, com uma estrutura funcional que vai ampliar a análise quarentenária de materiais genéticos que entram no País para fins de pesquisa", explicou a chefe-geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Cleria Inglis. Ela salientou que além desse serviço, a equipe também realiza treinamentos para instituições pertencentes ao Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária e para técnicos dos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária do Mapa, em especial na identificação de pragas quarentenárias presentes e ausentes no país.

Existem atualmente cerca de 500 pragas quarentenárias oficialmente reconhecidas como ausentes no território brasileiro, que incluem insetos, ácaros, nematoides, fungos, vírus e bactérias, com uma característica comum: são exóticas, não existem no País e, por isso, não há formas conhecidas para combatê-las. A priorização das pragas quarentenárias, feita pelo Ministério, é importante porque permite desenvolver um trabalho mais específico para evitar a sua entrada no Brasil ou na adoção de medidas para sua erradicação e controle, quando já identificada em alguma parte do país.

A Estação contribui, ainda, com a defesa fitossanitária do país respondendo a demandas técnicas do Mapa, como a revisão de normas internacionais de medidas fitossanitárias e apoio técnico na revisão da lista de pragas quarentenárias editada pelo Ministério.

Acordo de cooperação

Durante a inauguração, Mapa e Embrapa assinaram um acordo de cooperação para aperfeiçoar a execução de atividades conjuntas de intercâmbio de infraestrutura, conhecimentos, capacitações e treinamentos para o desenvolvimento de serviços quarentenários inovadores. "O objetivo é integrar esforços nesta área estratégica para fortelecer ainda mais as ações de vigilância fitossanitária, em especial das ações de prevenção, controle e erradicação de pragas relacionadas à importação de vegetais, parte de vegetais e seus produtos", afirmou Rafael Vivian, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.

Fonte: Jovemsulnews (Norbertino Angeli e c/Embrapa)