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03/08/2020 17:15 • Notícias
Brasil registra mais 38 defensivos agrícolas genéricos

"Importantes pois diminuem a concentração do mercado de defensivos", diz MAPA

Foram concedidos registros no Brasil para mais 38 agroquímicos chamados “genéricos”, ou pós-patente, baseados em ingredientes ativos já anteriormente liberados no Brasil. A aprovação consta no Ato n° 43 publicado nesta última sexta-feira (31.07) no Diário Oficial da União pelo Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária, vinculado ao Ministério da Agricultura, pecuária e Abastecimento (MAPA). 

“Os novos registros são importantes pois diminuem a concentração do mercado de defensivos e aumentam a concorrência, o que resulta em um comércio mais justo e em menores custos de produção para a agricultura brasileira”, destaca o coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins, Bruno Breitenbach. 

Entre os produtos registrados hoje, 13 são produtos biológicos sendo 11 deles compostos de agentes biológicos baseados em microrganismos como a Beauveria bassiana, o Bacillus amyloliquefaciens ou o Metarhizium anisopliae. Confira mais aqui: Mapa registra 13 novos defensivos biológicos.

De acordo com o MAPA, os produtos que utilizam agentes de controle biológicos ou bioquímicos na sua formulação são alternativas de controle para os agricultores no combate às pragas, ao mesmo tempo que contribuem para o aumento da sustentabilidade da agricultura nacional. 

“A priorização de processos de registro de produtos de baixo impacto resultou na diminuição considerável do tempo de análise e registro desses produtos. Para obtenção de um registro de um produto biológico ou microbiológico leva-se em média oito meses, ao passo que a análise e registro de um produto químico convencional tende a levar, na média, mais de quatro anos”, ressalta Breitenbach. 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento reforça que todos os produtos registrados foram também analisados e aprovados pelo Ibama e pela Anvisa, de acordo com critérios científicos e alinhados às melhores práticas internacionais. 

Fonte: Agrolink