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03/10/2019 18:05 • Notícias
Argentina tem problema com semente ilegal de algodão

O Instituto Nacional de Sementes (INASE), da Argentina, declarou que havia descoberto sementes de Organismos Geneticamente Modificados (OGM) não autorizadas em sua inspeção para desintegração e descaroçamento. No entanto, de acordo com o portal daquele país efarmnewsar.com, essa constatação foi feita em 2018 e, até agora, esse problema parece não ter sido resolvido.

“Existem duas versões de como essa semente ilegal entrou no país. Diz-se que as características chegaram do Brasil e Paraguai. O outro diz que a ex-Monsanto estava pronta para lançar a tecnologia no país, com a aprovação das autoridades reguladoras, mas como a estrutura legal não satisfazia a empresa, a Monsanto retirou a petição ao lançamento comercial. Mas como o Bollgard 2 foi distribuído anteriormente aos agricultores para testá-lo, é provável que a semente tenha começado a circular entre os agricultores nas campanhas subsequentes”, indicou o portal.

O ponto é que, no início desta nova campanha 2019/20, os agricultores pediram ao ministério nacional das autoridades da Agricultura para continuar plantando a semente Flex, argumentando que, caso contrário, a área de algodão poderia cair neste ano. É preciso dizer que o INASE nunca publicou quais foram as características ilegais encontradas e que os agricultores falam sobre "contaminação" com a tecnologia "Flex".

Tanto o INASE quanto o Ministério da Agricultura negaram essa possibilidade, dizendo que continuariam com a inspeção para detectar traços não legais, mas, por outro lado, e apesar do único fornecedor de sementes no país (Gensus), garantiram que não haverá falta de sementes nesta temporada, o INASE autorizou o uso de sementes “identificadas”, isto é, sementes nas mãos dos agricultores, que eles poderão plantar após identificar que a semente não contém traços ilegais e com a autorização do proprietário do germoplasma.

Fonte: Agrolink