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19/11/2021 15:00 • Notícias
Argentina capacita produtores contra o bicudo

O país também adota o vazio sanitário e faz a destruição dos restos na lavoura

O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar argentino (Senasa) avança nas ações de prevenção e controle do bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis Boheman). Desta vez produtores de algodão em sistemas agroecológicos receberam treinamento contra a praga. Foram nove produtores do município de Pampa del Indio, na província de Chaco.  São famílias da etnia Qom além de representantes da Associação dos Pequenos Produtores de Pampa do Índio (APPCh) .

Eles receberam orientações sobre o ciclo biológico e as características da praga, a forma como funcionam as armadilhas, o local e período em que devem ser colocadas e a durabilidade do feromônio (substância química que atua como um atrativo). A armadilha é uma ferramenta fundamental para o monitoramento do bicudo, pois permite conhecer sua presença e obter informações para a tomada de decisão e vem alcançando bons resultados na Argentina.

A produção de algodão em sistemas agroecológicos começou em 2017 com um grupo de famílias Qom de Pampa del Indio e Presidencia Roca. Estão cadastradas 38 famílias. O Senasa agregou um lote de algodão agroecológico aos lotes de monitoramento nas diferentes localidades onde a safra é produzida. Esses lotes são conhecidos como estações de monitoramento e servem para indentificar a atividade da praga em tempo real em cada área.

Assim como para a cotonicultura brasileira, para a produção argentina o bicudo representa um grande problema. Ele se destaca por seu enorme potencial de destruição que afeta a produtividade e o aumento dos custos de produção. O país também adota o vazio sanitário e faz a destruição dos restos na lavoura.

Fonte: Agrolink